SINDICATO  DOS  GUARDAS  CIVIS  METROPOLITANOS  DE  SÃO  PAULO
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Governo - 16/06/2017 00:00:00

FALTA DE EQUIPAMENTOS EXPÕE OS POLICIAIS DA GCM NA CRACOLÂNDIA

A falta de equipamentos básicos de proteção expõe os policiais da Guarda Civil Metropolitana aos riscos de lesão corporal e até mesmo de morte em confrontos, como no ocorrido no dia 14/06/2017, em que vitimou pelo menos dois policiais da GCM, no apoio ao Projeto Redenção, na região da Nova-Luz.

Na ocasião, um Subinspetor ficou gravemente ferido, após ser atingido por pedras arremessadas pelos usuários de entorpecentes que ocupam a Praça Princesa Isabel, a atual cracolândia. O policial da GCM passará por cirurgia, em razão de ter ossos da face quebrados pela pedrada. As lesões que os policiais da GCM sofreram poderiam ter sido evitadas com atitude simples, com a utilização de equipamentos de proteção individual – EPI (escudos e capacetes), e que foram adquiridos pela Administração Pública Municipal, mas por total falta de planejamento, ficam concentrados apenas com a IOPE.

O fato grave neste caso é que os policiais da Inspetoria Regional de Redução de Danos - IR-RD e os demais policiais que são deslocados de outras unidades para apoiar na operação não possuem equipamento mínimo de proteção individual e poucos recursos de menor potencial ofensivo para o confronto, quando necessário. É um caso de desrespeito direto ao artigo 5º da Lei 13060/14, que disciplina o uso dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública, em todo o território nacional.

Desta feita, percebe-se que o governo investe bastante dinheiro no Projeto Redenção, mas não se preocupa em investir minimamente no principal órgão de execução do projeto, o órgão que garante a segurança dos servidores públicos empenhados no programa, da população da região e até mesmo dos próprios usuários de entorpecentes: a Guarda Civil Metropolitana.  

Parte desta problemática é responsabilidade do Governo Dória, que não olha para o funcionalismo público como deveria, contudo, há também responsabilidade do Comando Geral da Guarda Civil Metropolitana, que tem demonstrado total desorganização com atividades corriqueiras, e que afetam a qualidade do serviço prestado pela Guarda Civil Metropolitana. 

Ocorre que o Comando Geral da Guarda Civil Metropolitano vem desde o início da gestão se opondo a criar um canal de diálogo com a Diretoria do SINDGUARDAS-SP, o qual tem como objetivo apresentar demandas operacionais e contribuir na resolução destes problemas que afetam diariamente a vida dos nossos valorosos Policiais, que diuturnamente, em prol dos cidadãos paulistas que aqui vivem, colocam suas vidas em risco.

Ocorre que a diretoria do Sindicato, mesmo com todo esforço e vários pedidos através de ofícios, não foi atendida pelo Comando em criar esta linha de contato. Diferentemente, nesse mesmo período conseguimos estabelecer canal de diálogo com reuniões mensais com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, e que vem produzindo resultados positivos, como por exemplo, o pagamento da 1ª parcela do Prêmio de Desempenho, prevista a ser paga neste mês de junho.

A Guarda Civil Metropolitana tem como princípios mínimos de atuação a preservação da vida, redução do sofrimento e diminuição das perdas, MAS tudo indica que esses princípios mínimos NÃO se aplicam ao trabalhador policial da GCM, pois o Comando Geral não adota medidas preventivas para preservar a vida e integridade do seu efetivo.

Essa desorganização ficou tão evidente até mesmo para própria SMSU que visualizou a necessidade de manter um Coronel da Policia Militar dentro da Superintendência de Operações para tentar resgatar um mínimo de organização em um departamento que tem como finalidade básica “operacionalizar” as atividades da GCM.

Só para recordar a gestão anterior criou a IRD (Inspetoria de Redução de Danos), com objetivo de direcionar o serviço de policiamento para região da Cracolândia e facilitar as atividades rotineiras das inspetorias da periferia, que necessitavam deslocar trabalhadores e veículos para região central todos os dias, o que aumentava o desgaste físico dos GCM’s e majorava o banco de horas nas unidades, mas o Comando, para demonstrar inovação, removeu grande parte do efetivo da Inspetoria de Redução de Danos e distribuiu esses policiais na região central, MAS agora novamente, para tentar resolver um problema que foi criado por essa ação desastrosa e não planejada, se vê obrigado outra vez a aumentar o efetivo na região da Nova-Luz utilizando os policiais escalados na DEAC.

O resultado disto são mais trabalhadores afastados do serviço e que não poderão complementar sua renda familiar com a DEAC, somado a incerteza e insegurança na realização do trabalho por parte dos policiais da GCM que ali continuaram a exercer suas atividades, pois não conseguem nem saber quando serão dispensados do turno de serviço, pois até para operacionalizar a rendição das equipes foi constado falhas pela diretoria do SINDGUARDAS-SP.
 
Será que essas demandas simples precisam passar pelo controle do Secretário ou Prefeito? Fica a pergunta...

 
SINDGUARDAS-SP TRABALHANDO PARA VOCÊ!

 
 


Fonte: SINDGUARDAS-SP
Comentários
  • 04/08/2017
    Marcelo Lucio de Almeida Amaral
    Excelente posicionamento, O COMANDO deve zelar pela sua tropa, todos os elementos operacionais , humanos, físicos e temporais, , devem ser levados em conta quando o assunto é somarmos esforços , para garantir a segurança e a Vida.
  • 16/06/2017
    Alex Miguel
    Srs. gostaria de saber qual vai ser s posição dos Srs. com relação a esses fatos, e não apenas lançar uma pergunta no final do texto.

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