SINDICATO  DOS  GUARDAS  CIVIS  METROPOLITANOS  DE  SÃO  PAULO
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Governo - 20/02/2017 00:00:00

A GCM E OS NÚMEROS PARA A PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DE 2017

Nos próximos dias, o Sindguardas-SP convocará a categoria Guarda Civil Metropolitana para construir a Pauta de Reivindicações de 2017.

Para melhor compreensão e enriquecimento da discussão, vamos apontar dados atuais do efetivo e da corporação, os quais servirão de norte para o estabelecimento de prioridades a serem reivindicadas junto ao governo, ao longo do ano.

O primeiro dado relevante a ser analisado diz respeito à defasagem salarial ocorrida na remuneração dos trabalhadores nos últimos anos.Estes dados serão apontados na Assembleia Geral.

A ampliação do efetivo é outra reivindicação fundamental para a pauta. A não contratação dos 1.500 aprovados do concurso de 2013 que aguardam a chamada e a grande quantidade de aposentadorias requeridas em função da emenda 39 fizeram com que o nosso efetivo ficasse extremamente defasado. Vale lembrar que o concurso anterior a este havia sido realizado em 2004.

Temos hoje menos Guardas Civis Metropolitanos do que tinhamos em 2004. A demora em realizar novo concurso e a morosidade na convocação dos aprovados fez com que a idade média do efetivo ficasse extremamente alta e, com a tendência de aumentar mais ainda, caso não ocorra uma contratação volumosa neste ano.

Veja o quadro de faixa etária do efetivo:








Como se vê, 49% do efetivo tem de 41 a 50 anos de idade, e se somarmos o efetivo acima de 40 anos, o total será 70,17%. Significa dizer que de cada 10 GCMs, 7 tem mais de 40 anos.

Esse dado é muito relevante, principalmente se analisarmos sob o contexto da reforma da previdência, pois, se a PEC 287 for aprovada da maneira que foi apresentada, a faixa etária da corporação será maior ainda, considerando que, se o mais velho não aposenta, não abre vaga para o mais jovem ingressar, ou evoluir na carreira.

Por isso todos teremos que travar esta árdua luta para garantir o direito a uma aposentadoria diferenciada em função dos riscos inerentes às nossas atividades e das peculiaridades da nossas profissão. 








Precisamos analisar também a questão dos afastamentos e readaptações do efetivo, pois, com o efetivo reduzindo e a demanda de trabalho aumentando dia após dia, o efetivo fica sobrecarregado de trabalho.

Nesse sentido, a política do governo deve ser direcionada à recuperar a saúde do trabalhador adoecido e prevenir a saúde do trabalhador que não adoeceu ainda.

Veja o quadro de licenças médicas de 2013 a 2016:

















Observe que os dados não coincidem exatamente com os dados publicados no jornal O Estado de São Paulo recentemente. Ao contrário do publicado, houve uma grande redução do número de afastamentos no ano de 2016 e isso é reflexo direto do novo plano de carreira, pois, a carreira voltou a oferecer oportunidade de evolução para todos.

Quanto ao número de readptados, separamos por categoria, para analisar onde está a maior parcela dos readaptados.

Acompanhe:



Embora o número total de readaptados tenha diminuido nos últimos anos, ainda representa quase 16% do efetivo. Podemos afirmar sem medo que é equivocada a afirmação de que esta parcela do efetivo não produz.

Pelo contrário, após uma política de valorização do trabalhador readaptado, resgatando o porte de arma àqueles que a readaptação de natureza física não impediam portar arma, garantindo o direito à evolução funcional na carreira e dando a oportunidade de trabalhar também na DEAC, estes servidores passaram a colaborar mais ainda com as demandas diárias da Guarda Civil Metropolitana. Entretanto, até agora o comando ainda não conseguiu operacionalizar a DEAC para os readaptados que tem o porte de arma.


Um outro equívoco é afirmar que a maioria dos readaptados são de natureza mental ou psicológica, como costumamos chamar. Isso não corresponde à verdade.

O número de readaptados de natureza mental representa menos de 29% do total de readaptados, ou 4,6% do efetivo total, resultando em 266 trabalhadores.

Mesmo assim, é um dado a ser trabalhado, pois as políticas públicas devem ser de inclusão destes trabalhadores na rotina operacional da Guarda Civil Metropolitana, respeitando, porém, o laudo médico de cada trabalhador, oferecendo tratamento e dando oportunidade de valorização para todos.






Por fim, mas não menos importante, precisamos analisar os números da nova carreira da Guarda Civil Metropolitana, para entender primeiro se é necessário mudar em algum ponto e, em segundo momento, como se poderia fazer tal mudança.

Só no mês de Janeiro de 2017, tivemos a progressão de 1257 trabalhadores, sendo 
12 Inspetores de Agrupamento para Inspetor Superintendente, 115 Inspetores para Inspetor de Divisão, 663 CDs para Subinspetor, 448 1ª Classe para CE e 19 2ª Classe para 1ª Classe, e a Promoção Vertical de 02 Subinspetores para Inspetor. Este número representa que 21,7% do efetivo evoluiu só no primeiro mês do ano.

Se somarmos a Promoção Vertical deste ano e as Progressões que ainda ocorrerão ao longo do ano com as Progressões e Promoções Verticais de 2016, mais de 50% do efetivo terá evoluído na carreira nestes 2 anos. Esse número é histórico. Nunca houve tantas evoluções funcionais nos 30 anos de história da Guarda Civil Metropolitana. Isto é algo que não podemos permitir que nos tirem.

Em Março de 2015 haviam 3981 trabalhadores no cargo de Segunda Classe. Hoje temos 92. Todos os outros evoluíram na carreira. Alguns para Primeira Classe, outros para Classe Especial, 616 destes para Classe Distinta em 2016 e mais 91 serão promovidos em 2017. 

Analise profundamente estes dados e façamos uma discussão técnica na Assembléia Geral para construção da Pauta de Reivindicações de 2017.

Seja um trabalhador sindicalizado e fortaleça a luta pelos direitos dos trabalhadores da Guarda Civil Metropolitana.

Clique aqui para se filiar: http://www.sindguardas-sp.org.br/site/sindicalize-se


 
SINDGUARDAS-SP TRABALHANDO PARA VOCÊ!


 


Fonte: SINDGUARDAS-SP
Comentários
  • 21/02/2017
    Fernando
    Boa Tarde , gostaria de saber se o concurso de 2013 que vence este ano ,o que acontece se vencer o prazo de chamada,nós perdemos o direito ou a prefeitura é obrigada a chamar?

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