SINDICATO  DOS  GUARDAS  CIVIS  METROPOLITANOS  DE  SÃO  PAULO
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Governo - 12/04/2017 00:00:00

CEM DIAS DE GESTÃO DÓRIA, PELO PONTO DE VISTA DO TRABALHADOR GUARDA CIVIL METROPOLITANO

A gestão do Prefeito João Dória alcançou seus cem primeiros dias na última segunda-feira (10/04) e o próprio governo tratou de fazer uma autoavaliação, enfatizando os pontos que entendem como positivos para a Cidade de São Paulo. Com efeito, o Prefeito deu entrevistas para várias mídias falando sobre os cem primeiros dias de sua gestão.

Contudo, se faz de grande importância conhecer a realidade destes cem primeiros dias no ponto de vista dos trabalhadores da Prefeitura de São Paulo e, nesse caso, vamos pontuar a gestão com os olhos do policial da Guarda Civil Metropolitana.

Em nível de alta gestão, ou seja, nas medidas adotadas pelo próprio Prefeito, a avaliação é de muita foto e pouco fato. Em que pese o período de transição e a nova gestão precisar de um intervalo para conhecer o funcionamento burocrático da administração municipal, com todas as suas peculiaridades, a verdade é que chegamos aos cem dias e não houve nenhuma ação de fato para favorecer o policial da Guarda Civil Metropolitana em suas necessidades. Demonstrar na mídia que o policial GCM trabalha, não atende aos anseios deste profissional que está com carga excessiva de trabalho porque o efetivo é defasado e nem custeia as despesas mensais sofrivelmente pagas pelos salários também defasados.

O ponto positivo da gestão foi o disposto no Plano de Metas entregue pelo Prefeito à Câmara Municipal, onde estabelece metas, ao nosso ver, muito boas para a categoria de trabalhadores. Nesse sentido, a entidade sindical tem todo o interesse em apoiar no que for possível para a consecução das metas. O principal ponto negativo vamos tratar agora:

Em todas as mudanças de gestão ocorreram mudanças na prioridade de atuação da Guarda Civil Metropolitana. Cada Prefeito que é eleito tem a legítimidade para estabelecer suas metas e prioridades e, sendo a Guarda Civil Metropolitana o principal órgão de execução da administração pública municipal, estas prioridades tendem a afetar diretamente na atuação da corporação. Até aqui, nada de novo, são mudanças legítimas.

Utilizando a Guarda Civil Metropolitana em atendimento às suas prioridades de governo, o Prefeito tem dado bastante visibilidade ao trabalho dos policiais GCMs, principalmente por meio das mídias e redes sociais, porém, passa-se a equivocada imagem de que a corporação não atuava antes de 2017 ou atuava em programas inócuos, sem cumprir com sua função primordial, que é agir em defesa do cidadão paulistano e da cidade de São Paulo.

Em uma colocação equivocada, o Prefeito anuncia aos quatro ventos que a Guarda Civil Metropolitana não atua mais na fiscalização de trânsito, e vende essa ideia como se fosse algo positivo para a cidade. NÃO É!

Diga-se de passagem que a única colocação que o Prefeito faz da GCM, quando avalia os cem dias, é justamente não mais atuar no trânsito. Em nenhum momento ressaltou o excelente serviço que os policiais prestam no dia a dia da cidade, em especial naquela que é uma de suas metas: o combate ao vandalismo e pichações.

Mas, voltemos à análise da equivocada colocação da atuação no trânsito. Segundo o Prefeito faz entender, a Guarda Civil Metropolitana era utilizada na gestão passada com a única finalidade de aplicar multas em motoristas INFRATORES, mas isso não corresponde a verdade. Na gestão passada, foi delegada à Guarda Civil Metropolitana a atribuição de fiscalização de trânsito, mas não como atividade-fim e sim como instrumento de gestão para melhor consecução da atividade-fim. Nenhum policial da GCM trabalhava o dia inteiro fiscalizando trânsito, pelo contrário, em geral, realizavam suas atividades rotineiras e, durante a atividade, produziam autuações de trânsito por depararem-se com infrações, e mesmo assim, há de se notar que a política era de orientar antes de autuar.

Existia, no ano passado, uma pequena parcela do efetivo (cerca de 80 GCMs) que fiscalizavam o trânsito com a operação de radar nas marginais, contudo, estes policiais atuavam nesta atividade apenas parte do dia e o número de policiais empregados nesta missão não alcançava nem 2% do efetivo da corporação. Então, é um equívoco alegar que a GCM atuava exlusivamente na fiscalização de trânsito. Por outro lado, há de se ressaltar que, se a ideia do Prefeito era de aproveitar aquele GCM que exercia a fiscalização na marginal em outra atividade mais importante para a cidade, isso não foi feito. Ora, o Prefeito tirou o radar da mão do GCM e passou para a mão do agente da CET e colocou o GCM para fazer a segurança deste, logo, o policial da GCM continua empregado na finalidade de fiscalização de velocidade nas marginais, só não opera mais o radar, mas a atividade-fim é a mesma.

Não colocamos isto nem como crítica, porque o Sindguardas-SP não é contra a atividade de fiscalização de trânsito, pelo contrário, estamos convictos da elevada importância deste instrumento de trabalho para o exercício das atividades da Guarda Civil Metropolitana. Além disso, a GCM não autua nenhum motorista que observa a lei de trânsito. Se o motorista foi autuado, é porque infringiu alguma norma do Código de Trânsito Brasileiro. Neste mesmo sentido entendemos como positiva a fiscalização por radar na marginal, onde nenhum motorista que obedece o limite de velocidade foi autuado, mas tão somente aqueles que excedem o limite.

Por fim, a quem interessa menor fiscalização de trânsito? ao motorista correto, ao pedestre que precisa atravessar uma via com segurança, ao ciclista que deseja exercer o seu direito de pedalar pela cidade ou ao próprio munícipe que deseja ter segurança na sua rua não interessa. Interessa apenas àqueles que costumeiramente infringem a lei de trânsito.

Enfim, temos como negativa a atitude do Prefeito em suprimir a atribuição de fiscalização de trânsito da GCM e deixamos claro que tal instrumento é importantíssimo para o melhor desempenho das atribuições do policial GCM, que se encerram na finalidade de proteger a administração pública, seus servidores, seus serviços e, principalmente, seus cidadãos.

Ademais, de responsabilidade do Prefeito, recebemos uma boa notícia sobre a parceria com uma empresa fabricante de armas, que doará novas armas à Guarda Civil Metropolitana, contribuindo para a renovação do já obsoleto armamento da corporação. Isto é muito bom! Para a entidade sindical, não importa muito se a melhoria vem gratuitamente ou por meio de compra, importa é que venha a melhoria.

Agora, é preciso lembrar que as maiores prioridades da Guarda Civil Metropolitana são a contratação de efetivo e aumento de salário, e isso não se consegue por doação. Nesse sentido, o Prefeito precisa sair da foto e atuar de fato! E rápido, de preferência. Parece haver uma dificuldade na gestão do Prefeito Dória em estabelecer agenda com as entidades representativas de classes. O Sindguardas-SP protocolou a Pauta de Reivindicações da categoria e mais dois ofícios pedindo agenda com o Prefeito e com o Secretário de Gestão, mas até o momento, nenhum deles foi respondido.

Ao longo da semana, tornaremos a avaliar os cem dias de gestão, sob o ponto de vista do trabalhador, colocando em questão a gestão da Secretaria Municipal de Segurança Urbana e o Comando Geral da Guarda Civil Metropolitana.

 
SINDGUARDAS-SP TRABALHANDO PARA VOCÊ!


Fonte: SINDGUARDAS-SP
Comentários
  • 15/04/2017
    Walison Miranda
    Infelizmente esta gestão esta apenas interessada em fazer propaganda politica, o salario esta congelado o plano de carreira no que diz respeito a subir de nível esta a partir de agora praticamente congelado, ou tem que entregar 500 faculdades pra tentar ir a classe distinta, o salario base de um terceira classe chega a ser vergonhoso, não chega nem perto do salario minimo, nossa aposentadoria esta indo para o ralo, estamos esperando o que para tomarmos uma atitude. Chega de inercia.
  • 13/04/2017
    Dimitri Franco de Moraes
    A priioridade 1ª para a GCM é garantir uma data base, para que possamos programar as reivindicações. Nessa data base temos que discutir as perdas salariais e o aumento real no salário . Chega de sermos enrolados de 4 em quatro anos com esse papo furado de reestruturação de cargos e salários. A carreira já é clara e cristalina e não precisa ser reformulada e sim os aumentos anuais garantidos, para preservar o poder aquisitivo do GCM!
  • 12/04/2017
    Paulo Cesar Druzian do Nascimento
    Continuando o meu comentário, quanto ao efetivo está cada dia pior, o efetivo não consegui mais tirar a sua folga, tendo que faltar ao serviço.
    Quanto ao salário então, estamos vendendo o almoço para comprar a janta, fui a Subinspetor e a diferença de salário para o CD era de 300,00 Reais, com a retirada do vale alimentação não tive reajuste.
    A letra, fomos enganados, somente no ano que vem.
    A esperança será agora em Maio, mês do dissídio, teremos reajuste no RETP? Vamos aguardar Si
  • 12/04/2017
    Paulo Cesar Druzian do Nascimento
    Essa questão do trânsito concordo plenamente, inclusive o Sindicato precisa analisar melhor essa questão, pois é inaceitável dois guardas ficarem fazendo a segurança do agente dá CET sem uma viatura, diante do sol, frio e etc. Pergunto, que segurança o guarda vai dar se ele mesmo fica vulnerável ao serviço? E em caso de uma ocorrência, como agir sem a viatura, para um socorro imediato, ou uma condução a um distrito policial?

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